em 27/03/2017 - 17:41

Pare de comprar por impulso

Aí você está todo contente porque começou a seguir alguns dos conselhos sobre finanças – fez o seu controle de contas, criou um orçamento, está tentando mesmo sair do vermelho.





Mas aí você foi ao shopping.

E aí você entrou em uma loja cheia de coisas lindas das quais você não precisa.

E aí o vendedor era simpático, te deu um descontinho bacana, disse que aquela calça caiu super bem em você, falou que aquele era o smartphone da moda, te convenceu que você P-R-E-C-I-S-A de uma máquina de fazer pão.

E aí você pensou, “só uma comprinha não vai afetar meu orçamento.”

E aí, por fim, você se enganou. Porque o problema não é a comprinha em si, é o fato de você ter comprado por impulso. Essas compras são as mais prejudiciais para o seu orçamento, pois não são planejadas, e quase nunca são necessárias. Aprenda hoje alguns truques e recomendações pra impedir que essas “comprinhas” abalem suas finanças!

 

Não use compras como recompensas

Tenho certeza que você já fez isso, afinal #quemnunca: você alcançou algum objetivo e pensou, “vou comprar isso porque eu mereço.”

Não me entenda mal, tenho certeza que você merece. Mas você merece mais ainda ter paz financeira. Por isso, planeje-se para ter os dois: coloque um valor no orçamento pra ir em um restaurante bacana uma vez ao mês, ou a cada dois meses; ou ainda, um valor para comprar algo que você queira. Celebre assim suas conquistas, sem precisar se render ao impulso de gastar de forma não planejada.

 

Compartilhe suas decisões financeiras

Encontre alguém – seu parceiro, sua mãe, uma amiga – que tenha mais controle financeiro que você, em quem você confie bastante, e compartilhe suas dificuldades e necessidades com relação a dinheiro. Quando você precisar tomar uma decisão que envolva algum gasto, converse com essa pessoa e consulte a opinião dela; é bem provável que vocês tenham visões diferentes e você poderá considerar outros fatores antes de tomar uma decisão final.

Eu vejo esse processo como aprender a andar de bicicleta: compartilhar e pedir a opinião de outra pessoa é como andar com a ajuda de rodinhas. Aos poucos, você vai aprendendo quais são as melhores decisões pra você, e poderá “andar” sem a ajuda de ninguém.

 

Estabeleça um objetivo mensal

Se você acha complicado ainda estabelecer objetivos pra cada categoria de gasto na sua vida, comece com um objetivo mensal e único: quanto você gostaria de, ou precisa, poupar? Qual seu objetivo de curto prazo, e o que você precisaria fazer mensalmente pra chegar lá? Depois disso, estabeleça uma rotina semanal com a ajuda da tecnologia (exemplo: GuiaBolso), e siga em direção aos seus objetivos.

Com o passar do tempo, esse controle vai ficando automático e você pode partir para uma análise detalhada dos seus gastos, o que vai te ajudar ainda mais a focar no que precisa ser feito pra atingir seus objetivos de médio e longo prazo.

 

Identifique desejos e necessidades

Existem coisas que você quer, e coisas que você precisa. Você sabe a diferença? Pensa nisso antes de comprar algo?

Minha recomendação é fazer uma lista que você possa acessar com facilidade (por exemplo, em um aplicativo no seu celular), com o que você quer comprar, e coisas que você precisa comprar. Divida a lista em desejos e necessidades. Seguramente você verá que suas necessidades são poucas, mas seus desejos são muitos. Priorize suas necessidades, faça um orçamento de quanto precisará para conseguir adquiri-las, e adicione isso no seu objetivo mensal. Então analise brevemente seu orçamento e veja se sobrou espaço para os seus desejos. Se sim, priorize-os também e evite colocar mais itens na lista pra não passar vontade!

 

Dificulte sua vida

Mas como assim?

Bom, eu tenho um caso de amor e ódio com a Westwing, por exemplo. Depois que me mudei da última vez, decorei boa parte da minha casa com produtos de lá, e caí na besteira de instalar o aplicativo deles no meu iPad. Todo dia de manhã, chegava aquela notificação charmosa dizendo que havia produtos novinhos dos quais eu precisava muito (e não precisava coisa nenhuma). E nisso eu fui… fui, fui, até um mês em que eu tinha gasto quase o orçamento de decoração de um ano inteiro, e precisei cortar tudo na raiz.

Isso aconteceu porque era fácil, muito fácil comprar: bastavam alguns cliques, as informações do meu cartão de crédito estavam salvas, e daqui a uns dias os produtos chegavam na minha casa.

Por isso, eu precisei dificultar minha própria vida. Desvinculei meu cartão de crédito, depois desinstalei o aplicativo e deixei de curtir a página deles no Facebook. Se eu quisesse comprar alguma coisa – ou melhor, se eu precisasse comprar alguma coisa – eu teria que entrar no site, dar sorte de ter uma campanha com o que eu precisasse, pegar meu cartão, colocar todas as informações… não ia fazer tudo isso em um impulso. Então dificulte o máximo que puder.

Outra recomendação é sair sem cartões de crédito (e cheques também, se você usa). Garanta que você tenha dinheiro para o que precisa ser feito: transporte, alimentação, etc, em dinheiro ou cartão de débito, e deixe todo o resto em casa. Assim você diminui drasticamente a possibilidade de comprar algo por impulso.


Mas espere, se você comprar agora…

Corra para as montanhas.

Fuja, mas fuja correndo de lojas que te prometem mundos e fundos se você comprar aquele produto agora, senão você vai perder um mega desconto, vai perder uma super oportunidade, vai perder 30 itens de graça, vai perder… o que você vai perder mesmo é dinheiro se ceder a esse impulso.

 

 

Pra fechar com chave de ouro, um infográfico esperto pra você se lembrar das recomendações e compartilhar geral:

NÃO COMPRE POR IMPULSO

 

Tem dificuldade em controlar o impulso para comprar? Confira as dicas da Casa Número Seis e pare de arruinar seu orçamento com gastos não planejados!

 

Vamos segurar o impulso e os cartões de crédito dentro da carteira!

 




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